Vale a pena continuar depois da traição?

Amor, dor e dúvida após a quebra da confiança. Descubra se vale a pena continuar depois da traição e como reconhecer seu caminho.

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Vale a pena continuar depois da traição

Quando amor, dor e dúvida ocupam o mesmo espaço.

Essa é, sem dúvida, uma das perguntas mais difíceis de responder.
E talvez ela não chegue assim, clara, direta.
Ela vai surgindo aos poucos… no meio da dor, da raiva, da confusão.
Entre noites mal dormidas, conversas que não terminam, lágrimas que teimam em cair, silêncios que gritam mais do que qualquer palavra.

“E agora? O que eu faço com tudo isso?”
“Será que ainda faz sentido continuar?”


Se você está vivendo isso, eu preciso te dizer algo muito importante desde já:
Não existe uma resposta pronta. Não existe um certo ou errado.
Existe o que faz sentido — pra você, pra quem vive essa história, pra quem carrega essa dor, esse amor, essa dúvida.

Continuar… não é obrigação.
E terminar, também, não precisa ser a única saída.

O que não dá — e você provavelmente já percebeu — é pra fingir que nada aconteceu.
É pra seguir como se fosse possível voltar a ser quem vocês eram antes de tudo isso.
Não dá. Porque não é mais igual.
Porque uma traição não quebra só o contrato.
Ela quebra o chão, quebra a confiança, quebra até a imagem que você tinha do outro. E, às vezes, quebra até a imagem que você tinha de você.

E eu sei… é muito difícil olhar pra isso.
Dói. Cansa. Parece que tudo vira dúvida.
“Eu fico? Eu vou? Eu tento? Eu desisto?”

Mas… vale a pena?

Acho que vale — se ainda existe amor.
Se existe desejo real de entender o que aconteceu, de olhar de frente, de falar das dores, das faltas, dos silêncios que foram se acumulando muito antes da traição acontecer.

Vale, quando quem errou não vem só com desculpas vazias, não tenta minimizar, nem jogar a culpa em você… mas entende, de verdade, o tamanho do impacto que causou. E se coloca, de fato, disponível — não pra pedir que você “esqueça” —, mas pra reparar, reconstruir, transformar.

Vale, quando você percebe que, apesar de tudo, ainda tem dentro de você espaço, mesmo ferido, pra olhar pra essa relação. Pra, quem sabe, escrever uma história nova.

Mas… não vale.

Não vale quando quem te machucou não se responsabiliza.
Quando segue agindo como se nada tivesse acontecido.
Quando acha que basta “pedir desculpas” e que você deve simplesmente esquecer.

Não vale quando você percebe que tá ficando mais por medo do que por amor.
Por dependência, por vergonha, por aquele velho peso do que os outros vão pensar.
Quando percebe que, pra seguir, você tá tendo que se abandonar, se diminuir, se calar, se apagar.

Se for pra ficar…

Que seja pra criar algo novo.
Porque aquela relação de antes não existe mais.
Se for pra continuar, precisa ser a partir de outro lugar. Com outros acordos. Com conversas que talvez nunca tenham acontecido antes. Com verdades que precisam, enfim, ser ditas.

E isso dá trabalho. Dá muito trabalho.
Reconstruir depois de uma traição é um caminho longo, cheio de altos e baixos, cheio de dias em que parece que não vai dar — e, outros, em que você enxerga que talvez ainda exista, sim, caminho.

E se não der…
Tudo bem.
Terminar também é um gesto de amor.
Amor por você.
Amor pela sua vida, pela sua dignidade, pela sua história.

Não é fracasso.
É cuidado.
É não aceitar viver em um lugar que não te acolhe mais, que não te vê mais, que não te faz mais respirar.

No fim das contas… sabe o que vale?

Vale o que, lá no fundo, faz sentido pra você.
Pra quem vive essa história.
Pra quem sente essa dor — mas também sabe, lá dentro, se ainda existe amor, desejo, vontade, espaço pra reconstruir.

E se não existir… então talvez seja, sim, hora de se despedir.
Mas, se for… que seja com respeito.
Com dignidade.
Com amor — pelo que foi, pelo que você tentou, pelo que você não quer mais deixar morrer dentro de você.

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